Europa e EUA na década de 1920

Nova Iorque no início do séc. 20 

A década de 1920 foi uma época de grande transformação tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Após os terríveis eventos da Primeira Guerra Mundial, as sociedades estavam ansiosas por mudanças e buscavam uma nova visão de mundo. Neste artigo, vamos explorar as principais características dessa década fascinante e contrastante em ambos os continentes.

Os "Loucos Anos 20" nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a década de 1920 ficou conhecida como os "Loucos Anos 20" devido ao ambiente de otimismo e prosperidade econômica que prevalecia. A economia americana estava em ascensão, impulsionada pela industrialização em massa e pelo aumento do consumo. O país passou por um período de grande urbanização, com muitas pessoas migrando para as cidades em busca de trabalho.

A cultura popular também passou por uma revolução. O jazz emergiu como um estilo musical vibrante, trazendo uma nova forma de expressão artística. As pessoas desfrutavam de danças animadas, como o charleston, nos salões de baile. O cinema também ganhou destaque, com o surgimento das primeiras estrelas de Hollywood.

Josephine Baker dançando o charleston
em 1926.

A Belle Époque e os Anos de Entreguerras na Europa

Enquanto os Estados Unidos viviam uma era de prosperidade, a Europa enfrentava desafios após a devastação da Primeira Guerra Mundial. No entanto, também houve momentos de esperança e renovação durante a década de 1920.

A Belle Époque, termo que significa "bela época" em francês, foi um período de relativa estabilidade e prosperidade nas décadas anteriores à guerra. Apesar da guerra, a Europa viu o surgimento de movimentos artísticos como o cubismo, o dadaísmo e o surrealismo, que buscavam romper com as convenções tradicionais e explorar novas formas de expressão.

No entanto, a reconstrução pós-guerra foi difícil. Muitos países europeus enfrentaram instabilidade política, inflação e dificuldades econômicas. A Alemanha, em particular, foi afetada pelo Tratado de Versalhes e pela crise econômica, o que levou à ascensão do nacional-socialismo.

Contrastes sociais e mudanças de valores

Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, a década de 1920 foi marcada por mudanças sociais significativas. Nos EUA, as mulheres conquistaram o direito ao voto com a aprovação da 19ª Emenda à Constituição em 1920, o que representou uma vitória importante para o movimento sufragista.

Na Europa, as mulheres também buscavam igualdade de direitos, mas os avanços eram mais lentos. No entanto, algumas mulheres europeias começaram a desafiar as normas de gênero, adotando cortes de cabelo curtos e roupas mais ousadas.

Norma Talmadge - foi uma das estrelas de
cinema mais elegantes e glamourosas dos
loucos anos vinte que adotou o corte de
cabelo curto.

Além disso, a década de 1920 testemunhou uma mudança nos valores sociais. Os jovens buscavam liberdade e diversão, desafiando as restrições tradicionais.

No entanto, essas mudanças também revelaram contrastes sociais e desigualdades. Enquanto alguns desfrutavam dos benefícios da prosperidade econômica, outros enfrentavam dificuldades e desigualdades sociais. A década de 1920 testemunhou uma lacuna cada vez maior entre ricos e pobres, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Esses contrastes sociais e mudanças de valores revelam a complexidade desse período histórico. Enquanto algumas pessoas abraçavam a modernidade e buscavam um estilo de vida mais livre, outras resistiam às mudanças e se apegavam a tradições e valores conservadores.


Conclusão

Em última análise, a década de 1920 foi uma era de transformações sociais profundas, onde as sociedades europeias e americanas buscavam se reinventar após a devastação da Primeira Guerra Mundial. As mudanças de valores, os avanços nas lutas pelos direitos das mulheres e os contrastes sociais são elementos essenciais para compreendermos o espírito de uma época que deixou um legado duradouro e influenciou o rumo da história nos anos subsequentes.


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O que é o "Antigo Regime"?

O Antigo Regime refere-se originalmente ao sistema social e político aristocrático que foi estabelecido na França. Trata-se principalmente de um regime centralizado e absolutista, em que o poder era concentrado nas mãos do rei.

O Clero e a Nobreza pisando nos camponeses

Também se atribui o termo ao modo de viver característico das populações europeias durante os séculos 15 a 18. As estruturas sociais e administrativas do Antigo Regime foram resultado de anos de "construção" estatal, atos legislativos, conflitos e guerras internas, mas, tais circunstâncias permaneceram como uma mistura confusa de privilégios locais e disparidades históricas, até que a Revolução Francesa põe fim ao regime.

Durante a Baixa Idade Média, com o advento do Renascimento Comercial e Urbano, surge na Europa uma tendência de enfraquecimento do poder dos nobres e fortalecimento do poder dos reis, que durante o período medieval tinham autoridade quase nula. 
Em alguns países, os soberanos contaram com o importante apoio da burguesia nascente, que tinha forte interesse na centralização política, pois a padronização de pesos, medidas e moedas e a unificação da justiça e da tributação favoreciam o desenvolvimento do comércio. A nobreza, sem forças para se impor, acabou por aceitar a dominação real (em alguns casos, após sangrentos conflitos). Parte dela foi cooptada por meio da formação das cortes, constituídas por nobres luxuosamente sustentados pelo Estado. Os reis puderam assim obter para si todo o controle político, econômico e militar dos países.  No auge desse processo de centralização, estabeleceu-se o absolutismo.

Durante o século XVII, o Antigo Regime entrou em declínio devido, principalmente, ao iluminismo. Essa corrente de pensamento defendia ideais do liberalismo, como a instituição de um gestor subordinado a uma carta magna (constituição); fim do intervencionismo, tanto político quanto econômico; voto universal e a democracia; valores completamente antagônicos ao absolutismo. 

Além disso, com a Revolução Industrial a burguesia assumiu uma posição social extremamente elevada e desejava ter um representante de seus interesses à frente do governo, o que enfraqueceu ainda mais o sistema absolutista. Aos poucos, os monarcas foram caindo, com destaque para a Inglaterra, que foi pioneira graças aos avanços político-sociais gerados pela primeira revolução industrial.

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E a América Pré-Colombiana???

A origem dos nativos americanos é duvidosa. Estudos mais recentes têm comprovado que o homem americano, o ameríndio, chegou ao continente americano há milhares de anos, vindo da Ásia. 

Através de sucessivas migrações, durante muitos anos, seus ancestrais atravessaram o oceano Pacífico, ocupando suas ilhas, deslocando-se em pirogas, até o sul do continente americano, ou chegaram pelo seu extremo norte, atravessando o estreito de Bering. Estas afirmações baseiam-se em pesquisas realizadas por arqueólogos e antropólogos através de vestígios deixados pelos mais antigos antepassados indígenas, espalhados pelo território americano. 

As formas próprias de vida dos povos e grupos indígenas e de produção de sua sobrevivência, adaptadas às condições naturais das áreas em que se estabeleceram, permitiram a formação, na América, de uma enorme diversidade cultural.

A grande maioria dos grupos indígenas era nômade, não praticava a agricultura, o que os levava a não se fixar em um mesmo local. Viviam em pequenos grupos, formados por caçadores, coletores e pescadores, com inúmeras técnicas próprias. 
Desconheciam a escrita, o uso da roda, os cereais, o uso do ferro e a domesticação de animais de grande porte. Utilizavam a pedra para confeccionar suas armas e utensílios. Viviam em comunidades, sem divisão em classes sociais. 

Dentre estes grupos, podemos destacar os Esquimós na América do Norte; os Botocudos e os Xavantes no Brasil; os Charruas no atual Uruguai. Outros grupos como os Tupis-Guaranis no Brasil, os Aruaques e os Caribes na América Central, praticavam a agricultura, sendo sedentários, vivendo em aldeias fixas em determinadas áreas do continente. 
Suas atividades econômicas eram divididas entre os componentes do grupo de acordo com o sexo e a idade: aos homens cabiam as tarefas de preparação do solo, da caça e da pesca, da fabricação das armas; às mulheres, o cultivo e os trabalhos domésticos. A terra era de todos e todos partilhavam aquilo que produziam, sendo parte da produção destinada às cerimônias religiosas.

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Vamos falar de "Idade Moderna"!!!

A Idade Moderna é um dos períodos a História do Ocidente que se inicia no final da Idade Média em 1453 d.c., quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos e se estende até 1789 d.c., com a ocorrência da Revolução Francesa.

Este período da história moderna está caracterizado pela exploração e colonização do Continente Americano e o estabelecimento de contatos sólidos entre civilizações espalhadas pelo mundo. As potências mundiais envolveram-se umas com as outras através do comércio, à medida que bens, plantas, animais e alimentos viajavam do Velho Mundo para o Novo Mundo e vice-versa.

Novas economias e instituições emergiram, tornando-se mais sofisticadas e globalmente articuladas à medida que o tempo foi passando.

Este período da história humana também inclui o estabelecimento de uma teoria econômica dominante, o mercantilismo. A colonização europeia dos continentes americano, asiático e africano ocorreu desde o século XV até ao século XX, disseminando a religião cristã por todo o mundo.

O feudalismo foi posto de lado na Europa, ao mesmo tempo que este período viu também a Reforma Protestante, a desastrosa Guerra dos Trinta Anos, a Revolução Comercial, a colonização europeia do continente americano, a Era Dourada da Pirataria e o início da Idade das Revoluções, que para além de ter ocorrido a Revolução Industrial, trouxe também a ocorrência de grandes revoluções políticas e sociais como a francesa e a norte-americana.

Outras tendências notáveis deste período incluem o desenvolvimento da ciência experimental, as viagens cada vez mais célebres graças aos avanços na cartografia e na produção de mapas, o progresso tecnológico cada vez mais rápido, a secularização das políticas civis e o aparecimento dos estados-nação. O final deste período da história humana termina com o aparecimento da Idade Contemporânea (1789).



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Como foram as Guerras de Independência na América Espanhola?

As guerras de independência na América espanhola foram as numerosas guerras contra o Império Espanhol na América espanhola, que ocorreram durante o início do século 19, a partir de 1808 até 1829. 

Os conflitos podem ser caracterizados tanto como uma guerra civil e uma guerra de libertação nacional como guerras internacionais (entre países), uma vez que a maioria dos combatentes de ambos os lados eram espanhóis e americanos, o objetivo do conflito por um lado foi a independência das colônias espanholas nas Américas. 

As guerras, em última instância, resultaram na formação de uma série de novos países independentes que se prolongam da Argentina e Chile, no sul, ao México, no norte. Apenas Cuba e Porto Rico permaneceram sob domínio espanhol, até a Guerra Hispano-Americana em 1898.

Os conflitos são geralmente relacionados com as guerras de independência da América Latina, que incluem os conflitos no Haiti e o Brasil

A independência do Brasil compartilha uma origem comum com a da América espanhola, uma vez que ambas foram acionadas pela invasão da Península Ibérica por Napoleão em 1808. 

Além disso, o processo da independência dos países da América Latina ocorreu geralmente em um clima político e intelectual que emergiu da Idade do Iluminismo e que influenciou todas as chamadas Revoluções do Atlântico, incluindo as revoluções anteriores nos Estados Unidos e França. 

No entanto, as guerras, e a independência da América espanhola foram resultado da evolução da situação única da monarquia espanhola.

Havia uma certa liberdade nas colônias espanholas que permitiu a fundação de universidades e favoreceu o desenvolvimento científico em algumas regiões da América Espanhola. As universidades do México e do Peru são exemplos de que foi desenvolvida uma intensa atividade intelectual nas colônias.

As ideias iluministas eram mais conhecidas e difundidas por quem tinha acesso tanto a publicações e jornais, que divulgavam frequentemente essa ideia. Já havia duas nações independentes na América: os Estados Unidos (1776) e o Haiti (1804). 

Contudo, o ideal de liberdade também inspirou e influenciou as classes populares na luta pela independência. Movidos e unidos pela liberdade, diferentes grupos sociais questionaram o domínio espanhol. O processo de independência das colônias espanholas na América incluía as mulheres, principalmente as que compunham a população mais pobre.

A sociedade das colônias era dividida em classes. A classe mais privilegiada era a dos brancos, das camadas dominantes que constituíam o corpo das autoridades coloniais, (chamados de Chapetones), nascidos na Espanha; eles poderiam participar das decisões políticas e administrativas e ocupar altos cargos administrativos ligados diretamente à Coroa Espanhola. 

Abaixo dos Chapetones encontravam-se os Criollos, que eram filhos de espanhóis nascidos na América que cuidavam da produção mercantil; os brancos, descendentes de espanhóis nascidos na colônia; os proprietários de grandes terras. E, por último, índios, negros e mestiços (os trabalhadores).

A elite dos filhos e descendentes de espanhóis aproveitou a situação ainda de batalhas na Espanha e rompeu o pacto colonial, comercializando com o Reino Unido e os EUA, grandes apoios nas guerras da independência. Quando a Espanha recuperou o poder após as derrotas dos franceses, pressionou suas colônias. Porém, a elite criolla não quis mais aceitar o domínio da Espanha, passando, assim, a liderar em vários lugares da América. Assim então um dos criollos, Leonardo Pacheco impulsiona a luta contra o domínio espanhol e convoca vários líderes, a exemplo de Simón Bolívar.

Nessas lutas, vários líderes se destacaram (sobretudo Simón Bolívar), percorrendo praticamente toda a América espanhola. Havia o sonho de manter todo território das antigas colônias num país só (o que nunca foi feito). E decidiram adotar o regime republicano (proposta de Símon Bolívar) após a independência.

O Reino Unido e os próprios Estados Unidos, recém independentes, apoiaram os colonos, vendo novas oportunidades de comércio.

  • Na América do Norte, a primeira colônia espanhola a se tornar independente foi o México, adotando, primeiramente o governo monárquico, e depois o governo republicano.
  • Na América do Sul, a primeira independência foi a da Venezuela, que se completou com a independência da Colômbia e Equador.
  • Na América Central, a região foi dividida em cinco países: Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica.
  • Depois de alguns anos, foi a vez das ilhas da América Central (as do Mar do Caribe): a República Dominicana, Porto Rico e de Cuba.
  • Ocorreu uma revolta de cunho indianista no Peru em novembro de 1780. Sua bandeira principal era a oposição ao domínio espanhol. A liderança coube a José Gabriel Condorcanquí, Marquês de Oporesa, autodenominado "Tupac Amaru II"

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O que é uma "Ampulheta"?

A ampulheta é, como o quadrante solar e a clepsidra, um dos objetos mais antigos de medir o tempo. Também é conhecida como relógio de areia.

É constituída por duas âmbulas (recipientes cónicos ou cilíndricos) transparentes que se comunicam entre si por um pequeno orifício que deixa passar uma quantidade determinada de material em pó (historicamente areia) de uma âmbula para a outra - o tempo decorrido para o material passar de uma âmbula para a outra corresponde, em princípio, sempre ao mesmo período de tempo. Fatores que podem alterar a quantidade de tempo incluem a quantidade de material, a grossura do material, e o tamanho da abertura entre âmbulas. 

Foi muito utilizada na arte para simbolizar a transitoriedade da vida. A morte, por exemplo, é muitas vezes representada como um esqueleto com uma foice numa das mãos e uma ampulheta na outra.

O nome vem do romano ampulla (redoma).

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Professor, o que é "cultura"?


É muito comum ouvirmos expressões do tipo: “aquele professor tem muita cultura”, “gente da cidade tem mais cultura” ou, então, “fulano de tal é bem educado, é um homem culto”. Há quem diga, até, que há povos sem cultura. 

O que você pensa sobre isso? Você concorda com a afirmação de que há pessoas sem cultura? 

Cultura não tem uma definição únicaEstá relacionada às maneiras de se alimentar, vestir, falar, produzir, comemorar, brincar etc. de cada povo. É a totalidade da vida de uma comunidade. Muitas vezes, a palavra cultura é usada como sinônimo de povo: os povos ou “culturas africanas”, os povos ou “culturas americanas”, os povos ou “culturas orientais”. 

Há muitas explicações e questões relacionadas ao termo cultura.

A palavra cultura, segundo o Dicionário Houaiss, tem suas raízes no latim e, originalmente, quer dizer “ação de cuidar, tratar, venerar”. Encontram-se ali, e em muitos outros dicionários, variadas definições. Cultura tem a ver com o trabalho: “cultura do milho”; com a comunicação: “cultura digital”; com o comportamento: “cultura pop”; com a biologia: “cultivo de célula ou tecido vivo”, e muitos outros temas e áreas. 

Para o nosso estudo aqui, achamos interessante a definição do pensador e educador Paulo Freire, que diz que cultura é toda criação humana. Ou seja, tanto pode ser entendida como cultura uma composição musical do brasileiro Heitor Villa Lobos, reconhecido por sua obra no mundo todo, como uma cacimba (ou cisterna) que um camponês cavou, por necessidade, no sertão de uma pequena cidade do Nordeste brasileiro. Em certo sentido, cultura pode ser entendida como a transformação que mulheres e homens, por meio do trabalho intencional, produzem no mundo. Para o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, a cultura surgiu no momento em que os seres humanos, intencionalmente, criaram a primeira regra social. 

Nessa perspectiva, todas as pessoas e todos os povos têm cultura, pois todos têm um conjunto de normas, escritas ou orais, tradições religiosas etc.

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