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O Renascimento: Quando a Arte, a Ciência e o Pensamento Voltaram a Florescer | #agentesdahistoria

Olá, pessoal! Hoje vamos mergulhar em um dos períodos mais fascinantes da história: o Renascimento. Um movimento que revolucionou a forma como o ser humano enxergava o mundo, a arte, a ciência e até a si mesmo. Foi uma verdadeira explosão de criatividade e descobertas, que começou na Itália e se espalhou por toda a Europa. 

Vamos entender como tudo isso aconteceu — e quem foram os grandes nomes por trás dessa transformação!


📚 O Que Foi o Renascimento?

O Renascimento foi um movimento cultural, artístico, científico e filosófico que se desenvolveu principalmente entre os séculos XIV e XVI, marcando a transição da Idade Média para a Idade Moderna.

O nome “Renascimento” vem da ideia de “renascer” os valores da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma), como o racionalismo, o equilíbrio, a beleza e o estudo do ser humano. Ao mesmo tempo, os renascentistas inovaram ao olhar para o futuro com espírito científico, artístico e questionador.

Foi também nesse período que se consolidou a ideia do humanismo, que coloca o ser humano e sua capacidade de pensar, criar e descobrir no centro das atenções.

❗ O termo "Renascimento" foi popularizado por historiadores apenas no século XIX, mas os artistas e pensadores da época já falavam sobre o “renascer” da cultura clássica.


🖼️ Os Grandes Artistas do Renascimento

O Renascimento foi o palco de alguns dos maiores artistas de todos os tempos. Suas obras influenciam até hoje a arte, a arquitetura e o design.

🎨 Leonardo da Vinci (1452–1519)

Um verdadeiro “gênio universal”. Além de pintor, foi inventor, engenheiro, anatomista e matemático.
Obras famosas: Mona Lisa e A Última Ceia.
Leonardo também fez esboços de máquinas voadoras e tanques de guerra muito antes de sua época.

🎨 Michelangelo Buonarroti (1475–1564)

Escultor, pintor, poeta e arquiteto. Considerado um dos maiores artistas da história.
Obras famosas: A escultura Davi e o teto da Capela Sistina, no Vaticano.

🎨 Rafael Sanzio (1483–1520)

Conhecido por sua delicadeza e perfeição nos detalhes.
Obras famosas: A Escola de Atenas e várias representações da Virgem Maria.
Sua arte simboliza o equilíbrio e a harmonia típicos do Renascimento.

🎨 Sandro Botticelli (1445–1510)

Um dos primeiros mestres do Renascimento florentino.
Obras famosas: O Nascimento de Vênus e A Primavera, que misturam mitologia clássica com beleza renascentista.


🔬 Os Grandes Cientistas e Pensadores

O Renascimento também foi um período de grandes avanços na ciência e no pensamento filosófico. O mundo deixou de ser explicado apenas pela fé e passou a ser investigado com a razão e a observação.

🔎 Importante: Alguns desses pensadores atuam no final do Renascimento ou já na transição para a Revolução Científica (século XVII), mas estão profundamente ligados ao espírito renascentista.

🌌 Nicolau Copérnico (1473–1543)

Astrônomo polonês que propôs o modelo heliocêntrico, ou seja, que a Terra gira em torno do Sol — uma ideia revolucionária para a época.

🌡️ Galileu Galilei (1564–1642)

Físico, matemático e astrônomo italiano. Melhorou o telescópio, observou os satélites de Júpiter e defendeu a teoria de Copérnico. Foi perseguido pela Inquisição por suas ideias.

🧠 Francis Bacon (1561–1626)

Filósofo inglês que ajudou a desenvolver o método científico, defendendo a observação e a experimentação como base da ciência moderna.

🧬 Andreas Vesalio (1514–1564)

Médico belga considerado o pai da anatomia moderna. Estudou o corpo humano com base em dissecações e observações diretas.


🏛️ Outros Aspectos do Renascimento

  • Na arquitetura, nomes como Filippo Brunelleschi trouxeram de volta a cúpula clássica e a simetria com precisão matemática.

  • Na literatura, autores como Petrarca (considerado o pai do humanismo), Maquiavel (O Príncipe) e Erasmo de Roterdã questionaram a moral, a política e a religião.

  • Na música, surgiram composições mais complexas e harmoniosas, aproximando a arte sonora da ciência e das matemáticas.

Dante Alighieri (1265–1321), embora muitas vezes lembrado junto ao Renascimento, é considerado um precursor, já que viveu ainda na Idade Média. Sua obra A Divina Comédia, no entanto, antecipou temas humanistas.


🤔 Por Que o Renascimento É Tão Importante?

O Renascimento marcou o fim do Antigo Regime Medieval e lançou as bases para o mundo moderno. Seu legado inclui:

✔️ A valorização do conhecimento, da razão e da liberdade de pensamento
✔️ O desenvolvimento das artes e ciências como expressões do potencial humano
✔️ A difusão de ideias que influenciaram revoluções futuras, como a Francesa e a Científica


✍️ E Você? Já Tinha Ouvido Falar em Todos Esses Nomes?

O Renascimento foi mais do que uma fase artística — foi uma revolução cultural e intelectual. E o mais fascinante é que suas ideias continuam vivas até hoje!

➡️ Qual artista ou cientista do Renascimento mais te inspira?
➡️ Se pudesse visitar uma cidade renascentista, qual escolheria: Florença, Roma ou Veneza?

Deixe seu comentário aqui no blog! Vamos continuar esse papo incrível sobre como o passado molda o nosso presente! 📜✨


Para saber mais...

Veja o vídeo sobre o Renascimento no canal do YouTube do Agentes da História e o episódio 13 do Podcast no Spotify. 

Verifique as fontes na página de referências bibliográficas.

O Que Eram As Monarquias Absolutistas?

Luís XIV, um exemplo de monarca
absolutista, teve o reinado mais
longo da história da Europa.

As monarquias absolutistas representam uma fase marcante na história política e social de várias nações ao redor do mundo. Caracterizadas pelo poder centralizado nas mãos do monarca, esses sistemas de governo moldaram sociedades, economias e culturas, deixando um legado duradouro. Nesta matéria, vamos explorar as origens, características distintas e impactos das monarquias absolutistas ao longo da história.

Origens e Evolução das Monarquias Absolutistas

As monarquias absolutistas emergiram em diferentes períodos e regiões, mas sua ascensão foi fortemente influenciada pelo contexto histórico e cultural de cada nação. Na Europa, o período renascentista trouxe um renascimento do interesse pelas antigas formas de governo, incluindo a monarquia absoluta. Os monarcas, muitas vezes apoiados por elites e teóricos políticos, afirmavam que seu poder era concedido por direito divino, um argumento que sustentava a centralização do poder nas mãos do monarca.

Características das Monarquias Absolutistas

1. Poder Centralizado e Autocrático: Em uma monarquia absolutista, o monarca detinha poderes quase ilimitados. Decisões políticas, legislativas e judiciais eram frequentemente tomadas sem a necessidade de consulta ou aprovação de outras instituições.

2. Direito Divino dos Reis: A crença de que o monarca governava por vontade divina conferia uma base teórica para sua autoridade incontestável. Qualquer desafio ao monarca era frequentemente visto como um desafio à ordem divina.

3. Controle sobre a Economia e Sociedade: Monarcas absolutistas frequentemente exerciam controle sobre a economia, impondo tarifas comerciais, estabelecendo monopólios reais e regulamentando indústrias. Isso permitia que eles financiassem suas atividades e projetos, como a construção de palácios suntuosos.

4. Exércitos Permanentes: Monarquias absolutistas muitas vezes mantinham exércitos permanentes para manter o controle interno e externo. Esses exércitos eram financiados pelo tesouro real e não dependiam do consentimento das assembleias.

Impactos e Legado

As monarquias absolutistas tiveram um impacto duradouro nas sociedades em que existiram:

1. Centralização do Poder: Esses sistemas consolidaram o poder nas mãos do monarca, diminuindo a influência da nobreza e outros grupos privilegiados.

2. Desenvolvimento de Burocracias: Monarquias absolutistas muitas vezes dependiam de burocracias eficientes para administrar vastos territórios e coletar impostos.

3. Conflitos e Revoluções: A concentração extrema de poder frequentemente levava a conflitos internos e revoluções, à medida que grupos insatisfeitos buscavam limitar o poder monárquico.

4. Desenvolvimento Cultural e Artístico: Muitos monarcas absolutistas patrocinaram artistas, escritores e filósofos, contribuindo para o florescimento cultural e artístico de seus períodos.

Conclusão

As monarquias absolutistas representam um capítulo fascinante na história política e social de várias nações. Seus traços distintivos, impactos e legados continuam a influenciar nossa compreensão das relações de poder, direitos individuais e a evolução das formas de governo. Estudar essas monarquias oferece insights valiosos sobre como as estruturas de poder podem moldar sociedades e, ao mesmo tempo, serve como um lembrete das lutas contínuas pela liberdade e participação política.

Em um mundo em constante evolução, as monarquias absolutistas permanecem como um exemplo intrigante de governança autocrática e centralizada. Suas características únicas moldaram nações, influenciaram culturas e desencadearam transformações políticas profundas. O legado dessas monarquias nos lembra da importância do equilíbrio de poder, do respeito aos direitos individuais e da necessidade de sistemas governamentais que representem verdadeiramente a vontade e os interesses de seus cidadãos.

À medida que olhamos para trás, reconhecemos a complexidade desses sistemas e as forças sociais, econômicas e culturais que os sustentaram. Ao mesmo tempo, suas limitações e as lutas que desencadearam também nos inspiram a buscar governos que garantam a participação, a justiça e a igualdade para todos. A história das monarquias absolutistas continua a nos ensinar valiosas lições sobre o poder, a responsabilidade e a busca incessante da humanidade por formas de governo que promovam o bem-estar de todos os membros da sociedade.


Para saber mais...

Verifique as fontes na página de referências bibliográficas.

Que razões levaram os europeus a realizar as grandes navegações?


As razões que levaram às grandes navegações estão relacionadas aos desdobramentos do capitalismo, o novo modo econômico que, superando o antigo modelo feudal, passou a dominar a Europa a partir do final do século XV. O capitalismo não surge com a destruição do antigo sistema feudal, mas dentro dele mesmo, em seu momento de maior crise. 
Desde o século XII, a Europa passava por uma mudança profunda em seu modo de organizar a economia. Cada vez mais, o feudalismo mostrava-se incapaz de dar conta das demandas populacionais, mesmo daquelas necessidades primárias, como a produção de alimentos. As atividades artesanais e comerciais, inicialmente desenvolvidas nos burgos, tornaram-se mais intensas na Europa. 
O intercâmbio com o Oriente passou a ser uma tentativa de resolver o descompasso entre necessidades de compra, venda e produção. Por meio dos entrepostos comerciais das cidades de Alexandria (Egito) e Constantinopla (Turquia), os europeus passaram a ter acesso às mercadorias que vinham das Índias – nome genérico para descrever uma vasta região formada pela China, pelo Japão e pelos Países Árabes. 
Entretanto, o custo desses produtos era alto, dadas as condições difíceis e precárias dos transportes realizados pelas vias marítimas e terrestres. Buscar uma via de acesso mais segura e barata para o Oriente era o desejo de muitos comerciantes e estados europeus. 
É nesse contexto que se desenvolveu o mercantilismo, a primeira fase do novo modelo econômico, que se tornaria hegemônico na Europa Moderna. Entre outros aspectos, o mercantilismo se caracterizava pelo fortalecimento do Estado na economia capitalista. 
Nesse primeiro momento, estabeleceu-se, então, uma aliança entre a classe burguesa e a monarquia. Assim, para o rei, esse acordo concretizava o aumento de seu poder político. Para a burguesia, significava, além de seus ganhos políticos, possibilidades de aumento e expansão de sua riqueza. 
Uma das formas de se obter maiores ganhos econômicos nessa época foram a ocupação e a formação de colônias em várias partes do mundo. Além da violência e de múltiplos modos de exploração e opressão, o colonialismo teve consequências profundas na maneira da sociedade da Idade Moderna se organizar. Submetendo os povos conquistados, as metrópoles europeias – sobretudo Portugal, Espanha, Inglaterra, França e Holanda – foram responsáveis pelo domínio de grande parte do mundo, ocupando e explorando vastas regiões da América, África e Ásia.



Dentre todas as nações europeias, os portugueses foram os primeiros a realizar as grandes viagens internacionais. Vejamos como isso aconteceu. 

Independente desde 1139 do reino de Leão, Portugal promoveu, no século XIV, uma grande mudança política e econômica, que ficou conhecida como Revolução de Avis
Por meio dessa revolução, que selou um pacto entre a burguesia e o estado monárquico, uma parte do país, antes feudal, passou a se dedicar às atividades comerciais. Dotado de tradição marítima e situado numa rota de passagem e comércio entre o norte e o sul da Europa, Portugal acumulou grande quantidade de capitais. 
Além disso, constituiu governos que promoveram vastos investimentos em pesquisa e na indústria náutica. Segundo historiadores, a Escola de Sagres, fundada e mantida pelo príncipe português D. Henrique, foi o primeiro grande centro de estudos especializados em navegação na Europa. 
Com tais condições, no início do século XIV, os portugueses, deixando a Europa, começaram a ocupar regiões do norte da África. Em 1415, dominaram a cidade de Ceuta, iniciando um longo período de domínio no continente africano. Após a segunda metade do século XV, com o domínio turco sobre Constantinopla, os portugueses se viram na urgência de encontrar outros caminhos para ter acesso às especiarias asiáticas. Como já vimos, além Constantinopla, as mercadorias do Oriente poderiam ser alcançadas também pela Alexandria, no Egito, pelo Mar Mediterrâneo. 
Contudo, o trânsito por essa via era difícil, uma vez que as cidades italianas de Gênova e Veneza controlavam militarmente essa rota marítima. Com tais dificuldades, as especiarias – temperos, óleos e perfumes como cravo, canela, pimenta, gengibre, noz-moscada, cânfora, incenso etc., além de pedras preciosas, tecidos, porcelanas, tapetes –, provenientes das Índias, tornaram-se mais caras ainda. 
Diante desse quadro, restava aos países criar alternativas para ter acesso às mercadorias do Oriente. Portugal e Espanha, no século XV, eram as únicas nações em condições de realizar as grandes expedições marítimas. Os portugueses acreditavam que seria possível chegar ao Oriente contornando a África pelo sul. Os espanhóis imaginavam atingir o mesmo objetivo navegando sempre para o Ocidente, visto que já se admitia a esfericidade e o diâmetro aproximado da Terra. Finalmente, após 83 anos do início da conquista da costa africana, os portugueses se tornaram os descobridores da nova rota, contornado a África e aportando em Calicute, na Índia, em 1498. Os espanhóis, que chegaram a América em 1492, também realizaram esse feito em 1521, completando a primeira circunavegação, isto é, a primeira viagem em torno da Terra. O acesso direto ao Oriente, por via marítima e sem intermediários, teve enorme impacto econômico na Europa. Os lucros da primeira viagem teriam chegado a 6.000%. Em outras palavras, é como se comprássemos um objeto qualquer (por exemplo, um tênis) por 100 reais e vendêssemos por 6.100 reais. 
Como se vê, a chegada às Índias representou um grande impulso para as atividades econômicas portuguesas e para o capitalismo europeu em geral. Isso porque se, por um lado, os portugueses foram os descobridores do novo caminho, por outro, não conseguiram impedir que outras nações europeias, em pouco tempo, passassem a usar essa mesma trilha.


Para saber mais...

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Como foi a colonização Espanhola na América?

A colonização espanhola na América foi um período importante na história em que os espanhóis exploraram e estabeleceram territórios nas Américas, no final do século XV e ao longo dos séculos XVI e XVII. Essa exploração teve um grande impacto nas culturas e sociedades dos povos nativos e ajudou a moldar o mundo como conhecemos hoje.



No final do século XV, o explorador Cristóvão Colombo, financiado pelos reinos espanhóis, realizou suas famosas viagens em busca de uma rota alternativa para as Índias. Ele acabou chegando às ilhas do Caribe, abrindo caminho para futuras explorações espanholas nas Américas.

Os conquistadores espanhóis, como Hernán Cortés e Francisco Pizarro, embarcaram em expedições para o continente americano em busca de ouro, prata e riquezas. Eles enfrentaram desafios, travaram batalhas e conquistaram civilizações nativas, como os astecas no México e os incas no Peru. Essas conquistas resultaram em territórios colonizados sob o domínio espanhol.

A colonização espanhola teve um impacto profundo nas culturas nativas. Os espanhóis impuseram sua língua, religião e costumes aos povos indígenas. Isso levou à mistura de culturas, conhecida como "mestiçagem", onde elementos europeus e indígenas se combinaram para formar novas identidades culturais.

Além disso, a colonização trouxe consequências negativas, como a exploração forçada dos nativos, doenças que dizimaram populações inteiras devido à falta de imunidade e conflitos violentos. Apesar disso, também houve trocas de conhecimento, alimentos e tecnologias entre os europeus e os povos nativos.

A colonização espanhola na América deixou um legado duradouro. Países latino-americanos, como México, Peru e outros, têm uma rica herança cultural influenciada tanto pelas culturas indígenas quanto pelas contribuições espanholas. Essa história nos ensina sobre as complexas interações entre diferentes culturas e os desafios enfrentados durante a exploração e colonização de novos territórios.

Cristovão Colombo




Vamos falar de "Idade Moderna"!!!

A Idade Moderna é um dos períodos a História do Ocidente que se inicia no final da Idade Média em 1453 d.c., quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos e se estende até 1789 d.c., com a ocorrência da Revolução Francesa.

Este período da história moderna está caracterizado pela exploração e colonização do Continente Americano e o estabelecimento de contatos sólidos entre civilizações espalhadas pelo mundo. As potências mundiais envolveram-se umas com as outras através do comércio, à medida que bens, plantas, animais e alimentos viajavam do Velho Mundo para o Novo Mundo e vice-versa.

Novas economias e instituições emergiram, tornando-se mais sofisticadas e globalmente articuladas à medida que o tempo foi passando.

Este período da história humana também inclui o estabelecimento de uma teoria econômica dominante, o mercantilismo. A colonização europeia dos continentes americano, asiático e africano ocorreu desde o século XV até ao século XX, disseminando a religião cristã por todo o mundo.

O feudalismo foi posto de lado na Europa, ao mesmo tempo que este período viu também a Reforma Protestante, a desastrosa Guerra dos Trinta Anos, a Revolução Comercial, a colonização europeia do continente americano, a Era Dourada da Pirataria e o início da Idade das Revoluções, que para além de ter ocorrido a Revolução Industrial, trouxe também a ocorrência de grandes revoluções políticas e sociais como a francesa e a norte-americana.

Outras tendências notáveis deste período incluem o desenvolvimento da ciência experimental, as viagens cada vez mais célebres graças aos avanços na cartografia e na produção de mapas, o progresso tecnológico cada vez mais rápido, a secularização das políticas civis e o aparecimento dos estados-nação. O final deste período da história humana termina com o aparecimento da Idade Contemporânea (1789).



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O que foi o Renascimento?

O Renascimento foi um movimento cultural, artístico, político e científico que floresceu na Europa entre os séculos XIV e XVII. Originado na Itália, especialmente em cidades como Florença, Veneza e Roma, o Renascimento marcou uma redescoberta dos valores e conhecimentos da antiguidade clássica greco-romana. Este período é caracterizado pela valorização do humanismo, que colocava o ser humano e suas capacidades no centro das preocupações intelectuais e artísticas, em contraste com a visão teocêntrica predominante na Idade Média.

Artistas como Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael revolucionaram a pintura e a escultura, introduzindo técnicas como a perspectiva linear, o chiaroscuro (uso de luz e sombra para dar volume) e o sfumato (transições suaves entre cores e tons). Na literatura, figuras como Dante Alighieri, Petrarca e Boccaccio revitalizaram a escrita em vernáculo e exploraram temas humanos de maneira mais profunda. O Renascimento também foi um período de grandes avanços científicos, com figuras como Copérnico, Galileu e Kepler desafiando e expandindo o conhecimento da época sobre o cosmos.

Além disso, o Renascimento teve um impacto significativo na política e na economia. O desenvolvimento do mecenato, onde ricos patrocinadores financiavam artistas e intelectuais, permitiu a florescência de novas ideias e expressões artísticas. A invenção da prensa de tipos móveis por Johannes Gutenberg em meados do século XV facilitou a disseminação do conhecimento, aumentando a alfabetização e contribuindo para a Reforma Protestante e outras mudanças sociais.

Em suma, o Renascimento foi um período de intensa renovação cultural que trouxe profundas transformações nas artes, ciências e pensamento europeu, pavimentando o caminho para a modernidade.


Veja vídeos aula sobre o tema no canal do YouTube do Agentes da História

Quem foi "LEONARDO DA VINCI"???


O filho ilegítimo de um tabelião de 25 anos de idade, Piero Ser, e uma camponesa, Caterina, Leonardo nasceu em 15 de abril de 1452, em Vinci, na Itália, nos arredores de Florença. Seu pai assumiu a custódia do menino logo após seu nascimento, enquanto sua mãe se casou com outra pessoa e se mudou para uma cidade vizinha. Continuaram a ter filhos, embora não com o outro, e eles eventualmente lhe forneceu um total de 17 meias-irmãs e irmãos ..
Crescendo na casa de seu pai Vinci, Leonardo teve acesso a textos acadêmicos, propriedade da família e amigos. Ele também foi exposta a tradição Vinci de pintura de longa data, e quando ele tinha uns 15 seu pai o levou a se tornar aprendiz na oficina de renome de Andrea del Verrochio, em Florença. Mesmo na condição de aprendiz, Leonardo demonstrou seu talento colossal. Na verdade, sua genialidade parece ter se infiltrado em um número de peças produzidas na oficina de Verrocchio a partir do período 1470-1475. Por exemplo, um dos primeiros grandes quebras de Leonardo era pintar um anjo em Verrochio de "Batismo de Cristo", e Leonardo foi muito melhor do que seu mestre Verrochio. Leonardo ficou na oficina de Verrocchio até 1477, quando ele montou um ateliê para si mesmo.
Em busca de novos desafios ele entrou para o serviço do duque de Milão, em 1482, abandonando sua primeira comissão em Florença, "A Adoração dos Magos". Ele passou 17 anos em Milão, deixando apenas após a queda do duque Ludovico Sforza do poder em 1499. Foi durante esses anos que Leonardo bateu seu passo, alcançando novos patamares de realização científica e artística.
O duque manteve Leonardo ocupado com pintura, escultura e desenho, mas, também colocou Leonardo para trabalhar em projetar armas, edifícios e máquinas. A partir de 1485-1490, Leonardo produziu um estudos sobre as cargas de assuntos, incluindo a natureza, máquinas voadoras, geometria, mecânica, construção municipal, canais e arquitetura (desenho de tudo, desde as igrejas fortalezas). Seus estudos a partir deste período contêm desenhos de armas avançadas, incluindo um tanque de guerra e veículos de outros dispositivos de combate diversos, e submarinos. Também durante este período, Leonardo produziu sua primeira estudos anatômicos. Sua oficina Milan foi uma verdadeira colméia de atividade, zumbindo com aprendizes e estudantes.
Infelizmente, os interesses de Leonardo eram tão grandes, e ele foi muitas vezes obrigado por novos temas, que geralmente não conseguiu terminar o que começou. Esta falta de "pau-a-it-ness" resultou em sua conclusão apenas cerca de seis obras nestes 17 anos, incluindo "A Última Ceia" e "A Virgem dos Rochedos", e deixou dezenas de pinturas e projetos inacabados ou não realizados. Ele passou a maior parte de seu tempo a estudar a ciência, seja por sair para a natureza e observar as coisas ou bloqueando-se afastado em sua oficina de corte de organismos ou ponderando verdades universais.


Entre 1490 e 1495 ele desenvolveu o hábito de gravar seus estudos em cadernos meticulosamente ilustrado. Seu trabalho abrangeu quatro temas principais: a pintura, a arquitetura, os elementos da mecânica e anatomia humana. Estes estudos e esboços foram coletados em vários códices e manuscritos, que são agora avidamente recolhida por museus e particulares.
Voltando a Milan ... após a invasão pelos franceses e queda de Ludovico Sforza do poder em 1499, Leonardo foi deixado para procurar um novo patrono. Nos próximos 16 anos, Leonardo trabalhou e viajou por toda a Itália para um número de empregadores, incluindo o covarde Cesare Borgia. Ele viajou por um ano com o exército de Borgia como engenheiro militar e até encontrou Niccolo Machiavelli, autor de "O Príncipe". Leonardo projetou também uma ponte para cruzar o "chifre de ouro" em Constantinopla durante este período e recebeu uma comissão, com a ajuda de Maquiavel, para pintar a "Batalha de Anghiari".
Sobre 1503, Leonardo supostamente começou a trabalhar no "Mona Lisa". Em 09 julho de 1504, ele recebeu o aviso da morte de seu pai, Ser Piero. Leonardo foi privada de qualquer herança. A morte de um tio querido também resultou em uma briga sobre a herança, mas desta vez Leonardo bateu para fora seus irmãos e acabou com o uso da terra do tio e dinheiro.
De 1513 a 1516, trabalhou em Roma, a manutenção de uma oficina e realizar uma variedade de projetos para o Papa. Ele continuou seus estudos de anatomia e fisiologia humana, mas o Papa proibiu-o de dissecar cadáveres, o que realmente apertado seu estilo.
Após a morte de seu patrono Medici Giuliano de 'março de 1516, foi oferecido o título de Pintor Premier e Engenheiro e Arquiteto do Rei por Francisco I da França. Seu patrono última e talvez a mais generosa, Francisco I desde Leonardo com um emprego confortável, incluindo uma bolsa e mansão perto do palácio real de Amboise.
Apesar de sofrer de uma paralisia da mão direita, Leonardo ainda era capaz de desenhar e ensinar. Ele produziu estudos para a Virgem Maria de "Virgem e Menino com Santa Ana", os estudos sobre gatos, cavalos, dragões, St. George, estudos anatômicos, estudos sobre a natureza da água, desenhos do Dilúvio, e de várias máquinas .
Leonardo morreu no dia 02 de maio de 1519 em Cloux, França. Diz a lenda que o Rei Francisco estava ao seu lado quando ele morreu, embalando a cabeça de Leonardo em seus braços.






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