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O Antigo Egito: Uma Fascinante Civilização do Passado | #agentesdahistoria

 

O Antigo Egito foi uma das civilizações mais antigas e influentes da história da humanidade. Durante milhares de anos, os egípcios desenvolveram uma cultura rica e complexa, deixando-nos um legado impressionante de conhecimentos e realizações. Neste texto, vamos explorar alguns dos aspectos mais importantes da civilização egípcia, dividindo-os em subtemas para facilitar o entendimento.

Rio Nilo
Geografia e Rio Nilo:

O Egito está localizado no nordeste da África e é um país conhecido por seu clima quente e seco. A maior parte do território é deserto, mas o Vale do Nilo é uma faixa de terra fértil e verdejante que corta o país de sul a norte. O rio Nilo desempenhou um papel vital na vida dos egípcios, fornecendo água para a agricultura e servindo como uma importante via de transporte.

Os Faraós e a Sociedade:

Os faraós eram os governantes do Antigo Egito. Eles eram considerados como deuses vivos e possuíam poder absoluto sobre o povo egípcio. A sociedade era dividida em diferentes classes: os faraós, a família real e os nobres ocupavam o topo da hierarquia, seguidos pelos sacerdotes, escribas, comerciantes e camponeses. Os escravos eram a classe mais baixa.

Escrita e Hieróglifos:

Os egípcios desenvolveram um sistema de escrita chamado hieróglifos. Essa escrita era composta por uma combinação de símbolos e figuras que representavam palavras, objetos e sons. Os escribas eram responsáveis por aprender e dominar essa forma de escrita, que era usada em monumentos, papiros e tumbas.

Arquitetura e Pirâmides:

A arquitetura egípcia é famosa por suas grandes construções, como as pirâmides. As pirâmides eram túmulos dos faraós e foram construídas para proteger seus corpos e bens após a morte. A maior e mais conhecida pirâmide é a Pirâmide de Quéops, em Gizé. Além das pirâmides, os egípcios também construíram templos impressionantes, como o Templo de Karnak e o Templo de Luxor.

Religião e Crenças:

A religião desempenhava um papel central na vida dos egípcios. Eles acreditavam em uma série de deuses e deusas e faziam oferendas e rituais para honrá-los. Os egípcios também acreditavam na vida após a morte e na existência de uma vida eterna. Por isso, desenvolveram rituais de mumificação e construíram tumbas cheias de tesouros para acompanhar os faraós em sua jornada para o além.

Conclusão:

O Antigo Egito nos deixou um legado incrível de conhecimentos e realizações. Sua cultura, escrita, arquitetura e religião continuam a nos fascinar até os dias de hoje. Ao estudar essa antiga civilização, podemos entender melhor a importância da história e apreciar as conquistas humanidade.


A Escrita Egípcia

Para saber mais...

Verifique as fontes na página de referências bibliográficas.

Que tal uma tabela comparativa entre Atenas e Esparta?

Atenas e Esparta foram duas das mais proeminentes cidades-estado da Grécia Antiga, cada uma com características distintas que influenciaram profundamente a história e a cultura grega.

Atenas era conhecida por sua ênfase na cultura, filosofia, e democracia. Situada na região da Ática, Atenas desenvolveu um sistema político que permitiu a participação direta dos cidadãos no governo, sendo considerada a precursora da democracia moderna. Além da política, Atenas também foi um centro cultural e intelectual, abrigando filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles. A cidade valorizava a educação, as artes e a literatura, promovendo um ambiente onde o pensamento crítico e a inovação floresciam.

Esparta, por outro lado, era famosa por sua disciplina militar e sistema oligárquico. Localizada na região do Peloponeso, Esparta era uma sociedade altamente militarizada, onde os cidadãos, desde a infância, eram treinados para a guerra. O governo espartano era liderado por dois reis e um conselho de anciãos, refletindo uma estrutura de poder mais conservadora e rígida. A vida em Esparta girava em torno da preparação para o combate, e a cidade era admirada e temida por sua força militar. 

As diferenças entre Atenas e Esparta não se restringiam apenas à política e à cultura, mas também às suas economias e modos de vida. Atenas tinha uma economia baseada no comércio marítimo, aproveitando sua localização favorável para se tornar um próspero centro comercial. Esparta, com sua economia agrícola e autossuficiente, dependia do trabalho dos hilotas, uma classe de servos que trabalhava nas terras dos espartanos.

A rivalidade entre Atenas e Esparta culminou na Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), um conflito prolongado que enfraqueceu ambas as cidades-estado e pavimentou o caminho para a ascensão da Macedônia e, posteriormente, do Império de Alexandre, o Grande. Essa guerra marcou o fim da hegemonia de Atenas e destacou a força militar de Esparta, embora ambas as cidades acabassem por declinar com o tempo.


Atenas e Esparta

Os Mistérios da Escrita Egípcia: Uma Janela para o Passado.

Olá, queridos leitores! Hoje, vamos explorar um dos aspectos mais fascinantes do Antigo Egito: a escrita egípcia. Essa forma única de comunicação é um verdadeiro tesouro, permitindo-nos decifrar os segredos de uma das civilizações mais antigas do mundo. Vamos embarcar em uma jornada pela história e descobrir os mistérios por trás dos hieróglifos.


A escrita egípcia, conhecida como hieróglifos, é uma das formas de escrita mais antigas que já existiram. Essa complexa combinação de símbolos e figuras foi usada pelos antigos egípcios por milhares de anos para registrar eventos históricos, contar histórias e expressar ideias. Eles acreditavam que os hieróglifos eram uma linguagem sagrada e misteriosa, transmitida aos humanos pelos deuses.

Uma das características mais interessantes da escrita egípcia é a sua versatilidade. Os hieróglifos podiam representar tanto palavras quanto sons. Isso significa que alguns símbolos representavam objetos ou conceitos, enquanto outros representavam sons específicos, semelhante às letras do nosso alfabeto.

Aprender a ler e escrever hieróglifos não era uma tarefa fácil. Somente uma pequena parte da população egípcia tinha acesso à educação e se tornava escriba, a classe responsável pela escrita e registros. Os escribas passavam anos em treinamento, estudando uma variedade de símbolos e dominando a arte da escrita.

Ao longo dos séculos, muitos estudiosos se dedicaram a desvendar os segredos dos hieróglifos. Uma das descobertas mais significativas foi feita em 1799, quando a Pedra de Roseta foi encontrada. Essa pedra contém um texto escrito em três diferentes sistemas de escrita: hieróglifos, escrita demótica e grego antigo. Essa descoberta crucial permitiu que os pesquisadores começassem a decifrar a escrita egípcia, abrindo as portas para um mundo de conhecimento sobre o Antigo Egito.

Hoje, podemos explorar o Antigo Egito através da escrita egípcia graças aos esforços dos especialistas. Museus ao redor do mundo exibem artefatos e inscrições em hieróglifos, proporcionando uma visão única dessa civilização incrível. Também temos recursos modernos, como livros e sites, que nos ajudam a entender e estudar a escrita egípcia.

Entender a escrita egípcia é como desbloquear uma porta para o passado. Ela nos permite ler as palavras e pensamentos dos antigos egípcios, conhecer suas crenças, seus rituais e sua rica cultura. É uma forma de conectar-se com uma civilização que floresceu há milhares de anos e deixou um legado duradouro.

À medida que exploramos os hieróglifos e desvendamos os segredos da escrita egípcia, abrimos uma janela para o passado, nos permitindo apreciar ainda mais a riqueza e a importância do Antigo Egito. Que essa viagem ao mundo dos hieróglifos desperte em você o mesmo fascínio e admiração que despertou em mim!

Até a próxima aventura pelo mundo da história!


Para saber mais...

Verifique as fontes na página de referências bibliográficas.

E a "Roma Antiga"? | #agentesdahistoria

A Roma Antiga foi uma civilização itálica que surgiu no século VIII a.C. Localizada ao longo do mar Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, na península Itálica, expandiu-se para se tornar um dos maiores impérios do mundo antigo.

Os primeiros habitantes de Roma, os latinos e sabinos, integram o grupo de populações indo-europeias originárias da Europa Central que vieram para a península Itálica em ondas sucessivas em meados do milênio II a.C.

Conforme a versão lendária da fundação de Roma, relatada em diversas obras literárias romanas, tais como a Eneida, do poeta Virgílio, Eneias, príncipe troiano filho de Vénus, fugindo de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um rei latino. 

Seus descendentes, Rómulo e Remo, filhos de Reia Sílvia, rainha da cidade de Alba Longa, com o deus Marte, foram jogados por Amúlio, rei da cidade, no rio Tibre. Mas foram salvos por uma loba (imagem) que os amamentou, tendo sido, em seguida, encontrados por camponeses. Conta ainda a lenda que, quando adultos, os dois irmãos voltaram a Alba Longa, depuseram Amúlio e em seguida fundaram Roma, em 753 a.C.. Segundo a lenda, Rômulo matou o irmão e se transformou no primeiro rei de Roma.


 Períodos (Linha do tempo) 

- Monarquia – 753 a.C. a 509 a.C.
- República – 509 a.C. a 27 a.C.
- Império – 27 a.C. a 476

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A Monarquia

A documentação do período monárquico de Roma encontrada até hoje é muito precária, o que torna este período menos conhecido que os períodos posteriores. Várias dessas anotações registram a sucessão de sete reis, começando com Rômulo em 753 a.C., como representado nas obras de Virgílio (Eneida) e Tito Lívio (História de Roma). A região do Lácio foi habitada por vários povos. Além dos latinos, os etruscos tiveram um papel importante na história da monarquia de Roma, já que vários dos reis tinham origem etrusca.

O último rei de Roma teria sido Tarquínio, o Soberbo (r. 534–509 a.C.) que, em razão de seu desejo de reduzir a importância do senado na vida política romana, acabou sendo expulso da cidade e também assassinado. Este foi o fim da monarquia em Roma. 

Durante esse período, o monarca (rei) acumulava os poderes executivo, judicial e religioso, e era auxiliado pelo senado, ou conselho de anciãos, que detinha o poder legislativo e de veto, decidindo aprovar, ou não, as leis criadas pelo rei.
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A República
(Esta palavra deriva do latim res publica, expressão que pode ser traduzida como "assunto público".)
Cícero denuncia Catilina Afresco que representa o senado romano reunido 
na Cúria Hostília. Palazzo Madama, Roma.

A República Romana começou com a queda da monarquia, tradicionalmente datada cerca de 509 a.C., e sua substituição pelo governo chefiado por dois cônsules, eleitos anualmente pelos cidadãos e aconselhados pelo senado. Uma complexa constituição gradualmente foi desenvolvida, centrada nos princípios de uma separação dos poderes e de freios e contrapesos. 

Exceto em tempos de terrível emergência nacional, ofícios públicos foram limitados por um ano, de modo que, em teoria ao menos, nenhum indivíduo exercesse poder absoluto sobre seus concidadãos.

A sociedade era hierárquica. A evolução da constituição da República Romana foi pesadamente influenciada pela luta entre os patrícios, aristocratas proprietários de terra, que traçaram sua ancestralidade no início da história do Reino de Roma, e os plebeus, os cidadãos muito mais numerosos. Com o tempo, as leis que deram aos patrícios direitos exclusivos de acesso aos mais altos ofícios foram revogadas e enfraquecidas, e as principais famílias plebeias tornaram-se membros plenos da aristocracia. Os líderes da república desenvolveram uma forte tradição e moralidade que exigia serviço público e patrocínio na paz e na guerra, tornando os sucessos políticos e militares indissociáveis.

Durante os primeiros dois séculos de sua existência a república expandiu-se através de uma combinação de conquista e aliança, da Itália central para a península Itálica inteira. Pelo século seguinte, incluía o Norte da África, a Península Ibérica, Grécia, e o que é hoje o sul da França. Dois séculos após isso, em direção ao fim do século I a.C., incluía o resto da moderna França, e muito do Mediterrâneo Oriental. 

Por esta altura, apesar das restrições tradicionais e legais da república contra qualquer aquisição individual de poderes políticos permanentes, a política foi dominada por um pequeno número de líderes romanos, com suas alianças pontuadas por uma série de guerras civis. 
O vencedor de uma destas guerras civis, Otaviano (mais tarde conhecido como Augusto) reformou a república como um principado, com ele mesmo como o "primeiro cidadão" (príncipe; princeps). O senado continuou a sentar e debater. Magistrados anuais foram eleitos como antes, mas as decisões finais em assuntos de política, guerra, diplomacia e nomeações foram privilégios de Augusto através de seu manejo de um número de separados poderes simultaneamente. Um de seus muitos títulos foi imperator do qual o título "imperador" derivou, e é costumeiramente chamado o primeiro imperador romano.

A República Romana nunca foi restaurada, mas também nunca foi formalmente abolida (o termo res publica continuou a ser usado para referir-se ao aparato do Estado), assim a data exata da transição para o Império Romano é um assunto de interpretação. 

Historiadores variadamente propuseram a nomeação de Júlio César como ditador perpétuo em 44 a.C., a derrota de Marco Antônio na Batalha de Ácio em 31 a.C., e a concessão de poderes extraordinários para Otaviano sob o primeiro assentamento e sua adoção do título de Augusto em 27 a.C., como o evento que define o fim da república.

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O Império

O Império Romano foi o período pós-republicano da antiga civilização romana, caracterizado por uma forma de governo autocrática liderada por um imperador e por extensas possessões territoriais em volta do mar Mediterrâneo na Europa, África e Ásia. 


A república que o antecedeu ao longo de cinco séculos encontrava-se numa situação de elevada instabilidade, na sequência de diversas guerras civis e conflitos políticos, durante os quais Júlio César foi nomeado ditador perpétuo e assassinado em 44 a.C. As guerras civis culminaram na vitória de Otávio, filho adotivo de César, sobre Marco António e Cleópatra na batalha de Áccio em 31 a.C. Detentor de uma autoridade inquestionável, em 27 a.C. o senado romano atribuiu a Otávio poderes absolutos e o novo título Augusto, assinalando desta forma o fim da república.

O período imperial prolongou-se por cerca de 500 anos. Os primeiros dois séculos foram marcados por um período de prosperidade e estabilidade política sem precedentes denominado Pax Romana. Na sequência da vitória de Augusto e da posterior anexação do Egito, a dimensão do império aumentou consideravelmente. 

Após o assassinato de Calígula em 41 d.C., o senado considerou restaurar a república, o que levou a guarda pretoriana a proclamar Cláudio imperador. Durante este período, assistiu-se ao maior alargamento do império desde a época de Augusto. Após o suicídio de Nero em 68, teve início um breve período de guerra civil, durante o qual foram proclamados imperadores quatro generais. 

Em 69, Vespasiano triunfou sobre os restantes, estabelecendo a dinastia flaviana. O seu filho, Tito, inaugurou o Coliseu de Roma, pouco após a erupção do Vesúvio. Após o assassinato de Domiciano, o senado nomeou o primeiro dos cinco bons imperadores, período durante o qual o império atingiu o seu apogeu territorial no reinado de Trajano.

O assassinato de Cómodo em 192 desencadeou um período de conflito e declínio denominado ano dos cinco imperadores, do qual Septímio Severo saiu triunfante. O assassinato de Alexandre Severo, em 235, levou à crise do terceiro século, durante a qual o senado proclamou 26 imperadores ao longo de cinquenta anos. 

A imposição de uma Tetrarquia proporcionou um breve período de estabilidade, embora no final tenha desencadeado uma guerra civil que só terminou com o triunfo de Constantino em relação aos rivais. Agora único governante do império, Constantino mudou a capital para Bizâncio, rebatizada Constantinopla em sua honra, a qual permaneceu capital do oriente até 1453

Maquete de Roma durante o reinado de Constantino (306-337)

Constantino também adotou o cristianismo, que mais tarde se tornaria a religião oficial do império. A seguir à morte de Teodósio, o domínio imperial entrou em declínio como consequência de abusos de poder, guerras civis, migrações e invasões bárbaras, reformas militares e depressão econômica. 

A deposição de Rômulo Augusto por Odoacro é o evento geralmente aceite para assinalar o fim do império ocidental. No entanto, o Império Romano do Oriente prolongou-se por mais um milênio, tendo sido conquistado pelo Império Otomano em 1453.

No apogeu da sua extensão territorial exercia autoridade sobre mais de cinco milhões de quilômetros quadrados e uma população de mais de 70 milhões de pessoas, à época 21% da população mundial. 

A longevidade e extensão do império proporcionaram uma vasta influência na língua, cultura, religião, técnicas, arquitetura, filosofia, lei e formas de governo dos estados que lhe sucederam. 

Ao longo da Idade Média, foram feitas diversas tentativas de estabelecer sucessores do Império Romano, entre as quais o Império Latino e o Sacro Império Romano-Germânico

A expansão colonial europeia, entre os séculos XV e XX, difundiu a cultura romana a uma escala mundial, desempenhando um papel significativo na construção do mundo contemporâneo.

O Império Romano foi uma das mais fortes potências econômicas, políticas e militares do seu tempo. Foi o maior império da antiguidade Clássica e um dos maiores da História.


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Veja como era "educação em Esparta"!

Cena do filme "300"

A educação espartana, que recebia o nome técnico de agogê, apresentava as particularidades de estar concentrada nas mãos do Estado e de ser uma responsabilidade obrigatória do governo. Estava orientada para a intervenção na guerra e a manutenção da segurança da cidade, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava a fazer, dos jovens, bons soldados e incutir um sentimento patriótico. Nesse treinamento educacional, eram muito importantes os treinamentos físicos, como salto, corrida, natação, lançamento de disco e dardo. Nos treinamentos de batalha, as meninas se dedicavam ao arco e flecha. Já os meninos eram especialistas em combate corporal, assim como em táticas defensivas e ofensivas.

Esparta e a educação - O código licúrgico 


Acredita-se, na verdade, que o código licúrgico, tanto no político como no educacional, resultou de uma gradativa adaptação dos espartanos às circunstâncias crescentemente adversas. Quanto maior era a resistência a eles na região onde viviam, na Lacedemônia, conhecida por suas sucessivas rebeliões e amotinamentos, mais os espartanos enrijeciam-se, mais militarizada tornava-se a maneira deles viverem Enquanto as demais polis gregas passavam por várias e diversificadas experiências institucionais e por diverso regimes políticos, tais como a oligarquia, a tirania e a democracia, Esparta aferrou-se num sistema de castas militarizadas e disciplinadas, dominado superiormente pelos espartacitas, a quem vedavam qualquer atividade que não fosse exclusivamente as lides castrenses, tendo os periecos como uma classe de colaboracionistas, ajudando-os na ocupação ou fazendo o papel de intermediários entre eles e os servos, e , no escalão bem inferior, os hilotas , os escravos da comunidade. Platão, num certo momento, definiu-a como uma timocracia, isto é governada pela coragem. 

A Agogê, a educação espartana 

Soldado Espartano
Em seu próprio significado, a palavra que os espartanos aplicavam para a educação já dizia tudo: agogê ( agoge) , isto é, “adestramento”, “treinamento”. Viam-na como um recurso para a domesticação dos seus jovens. O objetivo maior dela era formar soldados educados no rigor para defender a coletividade. Assim sendo , temos que entendê-la como um serviço militar estendido à infância e à adolescência. Sabe-se que a criança até os sete anos de idade era mantida com a mãe, mas a partir dos 8 anos enviavam-na para participar de uma espécie de bando que era criado ao ar livre, um tanto que ao deus-dará, onde terminavam padecendo sob um regime de permanente escassez alimentar para que desenvolvessem a astúcia e o engenho para conseguir uma ração suplementar. Adestramento muito similar ao que hoje é feito entre os regimentos especiais de combate contra-insurgente ou dos batalhões da floresta. 

Castigos físicos 

O pancrácio, a luta-livre dos gregos
Admitiam pois o ardil e o roubo como artifícios válidos na formação das suas crianças e dos seus jovens. Pegos em flagrante, no entanto, ministravam-lhes castigos violentíssimos, sendo submetidos a chiamastigosis ( chiamastigosis), às supliciantes provas de flagelação pública .
Dos 12 aos 15 anos instruíam-nos nas letras e nos cálculos e, naturalmente, no canto de hinos patrióticos do poeta Tirteu que ressaltavam a bravura e a coragem destemida. Na etapa final, entre os 16 e 20 anos, quando denominados de eirén ( eiren), um pouco antes de entrarem no serviço da pátria, eram adestrados nas armas, na luta com lanças e espadas, no arco e flecha. Então aumentavam-lhes a carga dos exercícios e a participação de operações militares simuladas nas montanhas ao redor da polis. Como observou Plutarco, o objetivo era de que sempre andassem “como as abelhas que sempre são partes integrantes da comunidade, sempre juntas ao redor do chefe... parecendo consagradas inteiramente à pátria.” 

Cultivando a excelência da força física, que fazia com que Esparta quase sempre arrebatasse os louros nos jogos olímpicos, atuavam em bandos liderados por um proteiras, um líder de esquadra, uma espécie de sargento instrutor, que lhes ensinava as táticas da arte da sobrevivência. A essa altura do agogê, perfilava-se o que Esparta desejava do seu jovem: silencioso, disciplinado , antiintelectual e antiindividualista, obediente aos superiores, vigoroso, ágil, astuto , imune ao medo, resistente às intempéries e aos ferimentos, odiando qualquer demonstração de covardia, fiel ao esprit de corps e fanaticamente dedicado à cidade. 

O cultivo da coragem 

O jovem deus estrangulando a serpente
Platão, ao comentar a educação espartana, observou que sua principal falha era exatamente a ênfase excessiva nos exercícios físicos , conquanto que a boa educação resultava de um composto da ginástica e da música, aqui entendida como a educação humanística em geral. Além disso, a obsessão militarista impedia-os de saberem conduzir-se em tempos de paz e mesmo em administrar sociedades conquistadas por eles que não tinham os mesmos valores deles. A ausência de elasticidade os fazia perder. A crítica maior, porém, dirige-se ao objetivo final disso tudo que era a de desenvolver exclusivamente a coragem ( thimos). O jovem, transformado num menino-soldado, não teria receio de nada que envolvesse as artes militares, as manobras em campos de batalha ou as ameaças dos inimigos da coletividade. A coragem, antes de tudo, era uma obsessão espartana. Por conseqüência não apreciavam nenhum tipo de tolerância, nem desenvolveram sensibilidades outras que os tornassem mais humanos e cordatos.


Esparta e a educação - Intolerância 


O guerreiro ferido

 Qualquer fraqueza demonstrada era vista como pusilanimidade, algo veemente repelido do seio daquela sociedade. Para corrigir eventuais defeitos de comportamento e possíveis hesitações, os instrutores recorriam à sinistra presença do mastigáphoroi (mastigaphoroi), o “portador do látego”, encarregado em aplicar chibatadas e suplícios outros que eram estendidos inclusive às mulheres, paradoxalmente consideradas as mais livres e as mais endurecidas da Grécia Antiga.

A fim de dotar de coragem os seus infantes, os legisladores espartanos criaram a críptia (kryptia), um “esquadrão de extermínio”, que estimulava os jovens selecionados a caçarem, sozinhos ou em grupos, os hilotas , os escravos que por acaso andassem desgarrados ou que, de alguma forma, representassem pelo seu vigor físico uma ameaça à segurança deles. Localizados, eram vitimados pela espada ou pela lança, armas que o bando de jovens sempre traziam consigo. Na verdade, as operações da críptia não passavam de assassinatos legitimados. Foi essa liberalidade homicida, este direito dos mais forte matarem a quem bem entendessem, que fez com que dissessem que os “espartanos livres eram completamente livres, e os escravos, escravos até os limites.” 


Como eram os "Jogos Olímpicos" na Grécia Antiga?


Com certeza bem diferente dos nossos dias. Veja só:
 
As origens
Apesar de associarmos as olimpíadas com o esporte, os jogos olímpicos da Grécia Antiga eram principalmente um festival religioso para honrar Zeus. Segundo a lenda, os jogos foram fundados por Hércules, que plantou uma oliveira de onde eram feitos os ramos dos ganhadores.

Os primeiros jogos olímpicos foram realizados em 776 a.C com apenas um evento – uma corrida a pé de aproximadamente 200 metros chamada Stadion, que deu origem a palavra ‘estádio’. Os jogos eram realizados a cada quatro anos e o período de tempo entre os jogos ficou conhecido como Olimpíada.
Os gregos levaram os jogos tão a sério que uma trégua era declarada e estritamente respeitada durante cada jogo olímpico. Inclusive durante a Guerra do Peloponeso, os inimigos se misturaram e competiam lado a lado durante o evento. A trégua foi quebrada apenas uma vez por Esparta, que levou uma punição e foi banido dos jogos desde 420 a.C.


Olímpia
Os jogos olímpicos foram realizados num santuário e complexo esportivo especialmente construído no oeste do Peloponeso, chamado de Olímpia. Nunca foi uma verdadeira cidade, não possuía cidadãos ou governo, mas era um lugar próspero; com restaurantes, um salão de encontro e alojamentos. Além disso, continha enormes instalações esportivas, incluindo um estádio de 40.000 lugares, um hipódromo para corridas de cavalos e uma ginásio grande.
No centro de Olímpia existia um lugar sagrado chamado Altis. No coração dele se levantava um magnífico templo contendo uma estátua de Zeus de 12 metros feita por Fídias - uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Ainda hoje em dia o fogo olímpico é acesso no templo de Hera em Olímpia, antes de sua viagem ao redor do mundo.


Eventos
A competição olímpica estava aberta a todos os cidadãos homens e era realizada com os homens nus ou ‘gymnos’ – a raiz da palavra ‘ginásio’. As mulheres não podiam ver os jogos e muito menos participar deles.
Iniciando com apenas uma corrida em um dia, os jogos passaram a conter 10 eventos realizados em cinco dias, em 471a.C. À corrida andando foram adicionados a luta romana, o boxe, as corridas de cavalos (com carruagens e sobre celas), disco, lançamento de dardo e salto em distância com música. Também existia o Pentátlon – realizado com salto, corrida, lançamento de dardo, lançamento de disco e luta – e o pankration, uma violenta combinação de luta romana e boxe, praticamente sem regras, na qual o vencedor era aquele que conseguisse derrotar o oponente primeiro.
Os jogos terminavam com uma estranha e cansativa corrida para homens com armaduras completas.

Desenvolvimento
A popularidade dos jogos olímpicos continuou no mundo antigo mesmo após o desaparecimento do império grego. Mas em 393 d.C. - o 293° jogos olímpicos e 1.170 anos depois dos jogos começarem, eles foram abolidos pelo imperador romano Teodósio I, pois havia proibido qualquer adoração a ídolos em santuários.
Mas foi somente em 1896 que eles ressurgiram, graças aos esforços de um jovem aristocrata francês, Baron Pierre de Coubertin, e do grego Dimitrios Vikelas. Os primeiros jogos olímpicos foram realizados em Atenas. Treze países participaram competindo em 43 eventos divididos em nove esportes. Pela primeira vez, uma maratona foi incluída. A corrida comemorou a vitória dos atenienses sobre os persas, quando o mensageiro Philippides correu desde as planícies de Marathon a Atenas com a notícia da vitória.

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Conheça o mapa ilustrado e localização do Egito Antigo

Observe o mapa a seguir com algumas ilustrações sobre a antiga civilização egípcia. Você reconhece alguns desses monumentos e características da região? 


(Fonte original do mapa desconhecida)

Localização no Globo



O Egito Antigo era localizado no nordeste da África.  

Limites: 
- ao norte o mar Mediterrâneo
- ao sul com a Núbia
- a leste com o mar vermelho 
- a oeste com o deserto da Líbia.

Veja a Mesopotâmia, a "terra entre rios"!!!





 A região entre os rios Tigre e Eufrates foi o berço de diversas das civilizações desenvolvidas ao longo da Antiguidade. O aparecimento de tantas culturas nessa região é usualmente explicado pela fundamental importância dada aos regimes de cheias e vazantes que fertilizavam as terras da região. Ao longo desse processo, sumérios, assírios e acádios criaram vários centros urbanos, travaram guerras e promoveram uma intensa troca de valores e costumes.

Segundo alguns estudos realizados, a ocupação dessa parcela do Oriente Médio aconteceu aproximadamente há 4000 a.C., graças ao deslocamento de pequenas populações provenientes da Ásia Central e de regiões montanhosas da Eurásia. Cerca de um milênio mais tarde, os povos semitas também habitaram essa mesma região. Já nesse período, a Mesopotâmia possuía um expressivo conjunto de cidades-Estado, como Nipur, Lagash, Uruk e Ur.

Essas primeiras cidades são parte integrante da civilização sumeriana, tida como a primeira a surgir no espaço mesopotâmico. Dotadas de ampla autonomia política e religiosa, essas cidades viveram intensas disputas militares em torno de regiões férteis da Mesopotâmia. Nesse meio tempo, os semitas foram ocupando outras áreas onde futuramente nasceriam novos centros urbanos. Entre as cidades de origem semita, damos especial destaque a Acad, principal centro da civilização acadiana.

Nesse período de disputas e ocupações podemos observar riquíssimas contribuições provenientes dos povos mesopotâmicos. Entre outros pontos, podemos destacar a criação de uma ampla rede comercial, códigos jurídicos, escolas, conhecimentos matemáticos (multiplicação e divisão), princípios médicos, a formulação da escrita cuneiforme e a construção dos templos religiosos conhecidos como zigurates. Por volta de 2350 a.C., os acadianos, liderados por Sargão, dominaram as populações sumerianas.

Escritas desenvolvidas pelas primeiras civilizações humanas.

Em 1900 a.C., a civilização amorita – povo de origem semita – criou um extenso império centralizado na cidade de Babilônia. Hamurábi (1728 – 1686 a.C.), um dos principais reis desse império, foi responsável pela unificação de toda a Mesopotâmia e autor de um código de leis escritas conhecido como Código de Hamurábi. Esse conjunto de leis contava com cerca de 280 artigos e determinava diversas punições com base em critérios de prestígio social.

Por volta de 1300 a.C. o Império Babilônico entrou em decadência em resultado da expansão territorial dos assírios. Contando com uma desenvolvida estrutura militar, esse povo ficou conhecido pela violência com que realizavam a conquista de outros povos. As principais conquistas militares do Império Assírio aconteceram nos governos de Sargão II, Senaqueribe e Assurbanipal. Com o passar do tempo, esse opulento império não resistiu às revoltas dos povos dominados por ele mesmo.

No ano de 612 a.C., os caldeus empreenderam uma vitoriosa campanha militar que deu fim à hegemonia dos assírios. A partir dessa conquista ficava registrada a formação do Segundo Império Babilônico ou Neobabilônico. O auge dessa nova hegemonia na Mesopotâmia ficou a cargo do Imperador Nabucodonosor II. Em seu governo, importantes construções, como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos, representaram o notável progresso material dessa civilização.

Em 539 a.C., durante o processo de formação do Império Persa, os babilônios foram subordinados aos exércitos comandados pelo imperador Ciro II. Essa conquista assinalou o fim das grandes civilizações de origem mesopotâmica que marcaram a história da Antiguidade Oriental.

Ruínas da cidade de Ur
(Zigurate em destaque e outras construções)

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