28 janeiro, 2022

O que é uma ampulheta?

A ampulheta é, como o quadrante solar e a clepsidra, um dos objetos mais antigos de medir o tempo. Também é conhecida como relógio de areia.

É constituída por duas âmbulas (recipientes cónicos ou cilíndricos) transparentes que se comunicam entre si por um pequeno orifício que deixa passar uma quantidade determinada de material em pó (historicamente areia) de uma âmbula para a outra - o tempo decorrido para o material passar de uma âmbula para a outra corresponde, em princípio, sempre ao mesmo período de tempo. Fatores que podem alterar a quantidade de tempo incluem a quantidade de material, a grossura do material, e o tamanho da abertura entre âmbulas. 

Foi muito utilizada na arte para simbolizar a transitoriedade da vida. A morte, por exemplo, é muitas vezes representada como um esqueleto com uma foice numa das mãos e uma ampulheta na outra.

O nome vem do romano ampulla (redoma).

Veja também:

A História dos Relógios

O que é cultura?


É muito comum ouvirmos expressões do tipo: “aquele professor tem muita cultura”, “gente da cidade tem mais cultura” ou, então, “fulano de tal é bem educado, é um homem culto”. Há quem diga, até, que há povos sem cultura. 

O que você pensa sobre isso? Você concorda com a afirmação de que há pessoas sem cultura? 

Cultura não tem uma definição únicaEstá relacionada às maneiras de se alimentar, vestir, falar, produzir, comemorar, brincar etc. de cada povo. É a totalidade da vida de uma comunidade. Muitas vezes, a palavra cultura é usada como sinônimo de povo: os povos ou “culturas africanas”, os povos ou “culturas americanas”, os povos ou “culturas orientais”. 

Há muitas explicações e questões relacionadas ao termo cultura.

A palavra cultura, segundo o Dicionário Houaiss, tem suas raízes no latim e, originalmente, quer dizer “ação de cuidar, tratar, venerar”. Encontram-se ali, e em muitos outros dicionários, variadas definições. Cultura tem a ver com o trabalho: “cultura do milho”; com a comunicação: “cultura digital”; com o comportamento: “cultura pop”; com a biologia: “cultivo de célula ou tecido vivo”, e muitos outros temas e áreas. 

Para o nosso estudo aqui, achamos interessante a definição do pensador e educador Paulo Freire, que diz que cultura é toda criação humana. Ou seja, tanto pode ser entendida como cultura uma composição musical do brasileiro Heitor Villa Lobos, reconhecido por sua obra no mundo todo, como uma cacimba (ou cisterna) que um camponês cavou, por necessidade, no sertão de uma pequena cidade do Nordeste brasileiro. Em certo sentido, cultura pode ser entendida como a transformação que mulheres e homens, por meio do trabalho intencional, produzem no mundo. Para o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, a cultura surgiu no momento em que os seres humanos, intencionalmente, criaram a primeira regra social. 

Nessa perspectiva, todas as pessoas e todos os povos têm cultura, pois todos têm um conjunto de normas, escritas ou orais, tradições religiosas etc.




(SESI.RJ.Ensino Fundamental para Jovens e Adultos: História. 6o ano. Rio de Janeiro: GEB / GED, 2006.) 

História é uma ciência?

De acordo com muitos pesquisadores, a História, como outras áreas do conhecimento, é uma ciência. É a ciência que estuda o ser humano e sua ação no tempo e no espaço concomitantemente à análise de processos e eventos ocorridos no passado. 


Todavia, há estudiosos que discordam do seu caráter científico. É que, para estes, em razão da impossibilidade de “testar” ou “reproduzir o conhecimento histórico” (como se faz, por exemplo, com uma experiência em laboratório) e por sua grande complexidade na explicação dos fatos, a História passa a ser um “ponto de vista” de quem escreve e não uma verdade em si mesma. Daí poder-se-ia dizer que se trata de várias narrativas, vários pontos de vista e não de “verdades históricas”. 

Ao falarmos da História como ciência, estamos querendo dizer que se trata de um campo de estudo de conhecimentos elaborados a partir de métodos próprios de sua área. São métodos que, integrados a várias outras áreas científicas (como a Geografia, a Sociologia, a Arqueologia), possibilitam a reconstrução literária de fatos e acontecimentos humanos.



(SESI.RJ.Ensino Fundamental para Jovens e Adultos: História. 6o ano. Rio de Janeiro: GEB / GED, 2006.)